Hoje nem eu me recomendo...

27
Fev 15

Tenho muita pena das novas gerações, a minha também incluída.

Crescemos a ver O Sexo e a Cidade e a acreditar que para cada Carrie Bradshaw havia um John James Preston de fato e gravata, com um carro com morotista a investir na banca e a ganhar rios de dinehiro ao ponto de se poder dar ao luxo de lhe oferecer um cheque chorudo para comprar a casa depois de um Aiden a ter deixado pendurada. Se bem que neste caso, foi mais ela a deixá-lo a ele. O tipo devia ser bonzinho de mais e nós gostamos deles é mauzões e que nos trocidem o coração muitas vezes.

A série que marcou toda a geração actual dos 25-40 levou-nos a acreditar que poderíamos gastar pequenas fortunas em sapatos, que seriamos felizes donas de Manolos Blanick ou Louboutins, que não utilizaríamos jamais transportes públicos, que teríamos acesso aos sítios mais cool da cidade, estariamos sempre nas melhores festas e em todas as inaugurações, que seríamos pertença de uma elite social e que os grupos de amigas tinham de ser aos pares. Tudo isto claro com o ordenado de uma coluna de um jornal que ainda por cima nem era o mais lido da cidade.

Mas ainda tenho mais compaixão pela geração actual dos 18-25 que acha que a o expoente máximo é ser uma Anastacia Steel a encontrar um Christian Grey que lhe dê umas valentes palmadas e um par de filhos no final. Em que os carros, os computadores, os smartphones e mesmo os empregos são oferecidos pelo namorado que de repente tem uma epifania e percebe que encontrou a mulher da sua vida numa virgem de 22 anos.

Adoraria esplanar sobre todos os extraordinários estereótipos aqui inerentes, mas por hoje apraz-me só dizer que a Disney foi reinventada em filmes com personagens reais, porque parece que os desenhos animados já deixaram de ser para estas faixas etárias.

 

 

 

Consumido por A. Leya às 16:57

24
Fev 15

Ele é um cego que vive sozinho numas águas-furtadas de um prédio antigo e alto, bem no coração da cidade: Lisboa.

Tem a melhor vista da cidade que alguém pode desejar mas é cego e por isso não a aproveita. Nem saberia fazê-lo porque nasceu sem a possibilidade de a ver com os próprios olhos. Ainda assim é um apaixonado pelos sons e por isso gosta de abrir as clarabóias e ouvir os passarinhos a chilrear, o som dos barcos quando atravessam o Tejo e num ou noutro dia em que o vento muda de direcção, aprecia também o som do trânsito ou do comboio quando atravessam a Ponte.

Sai muito pouco de casa, porque viver num último andar e ser cego não é a melhor combinação que se pode ter ou desejar. 

Não é velho, mas há muito que deixou de ser uma criança. Dir-se-ia que é ainda um jovem, talvez porque a cegueria o ajuda a não ter tantas rugas de expressão ou então porque se maravilha a cada passo, já que não vê o que maioria dos outros observam. Deve ser também daí que lhe vem a ingenuidade e a capacidade de acreditar.

Acredita sempre muito, provavelmente porque não vê e assim é incapaz de descortinar as traições que as expressões dos outros por vezes denotam. Em compensação desilude-se muito. Mais uma vez porque não descortina os pequenos sinais que para ele são invisíveis.

Já pensou em adoptar um cão-guia, mas o processo é longo e demorado e por isso usa apenas a bengala de apoio que já está gasta, mas que é quase uma extensão da sua mão. 

Tem um tacto apurado e isso já o safou muitas vezes de situações perigosas, mas sabe que tendencialmente vai morrer cedo porque é mais atrito a acidentes do que a maioria das pessoas. Compensa com um instinto apurado que foi desenvolvendo ao longo do tempo.

Pinta a sua própria realidade e preenche-a com cores mais bonitas do que a realidade é capaz de oferecer. Pode não ver os dias de sol e céu azul, mas também não vê o cinzento do céu quando chove. Para ele a chuva será sempre verde porque esse é o cheiro que lhe chega pela janela aberta quando está a chover.

Diz que vê com os olhos da alma e isso basta-lhe. É feliz na sua própria cegueira porque nunca viveu de outra forma e não conheceu o Mundo doutra cor.

 

O seu nome é Amor.

 

 

Consumido por A. Leya às 14:26
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23
Fev 15

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Consumido por A. Leya às 12:06

É a minha melhor aliada para não me "atirar" ao meu braço direito que ainda por cima tem namorada.

 

Consumido por A. Leya às 11:19

21
Fev 15

Uma das vantagens daquela coisa do MEO de poder andar para trás no tempo é que finalmente vou poder dar uso a esta engenhoca!

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Consumido por A. Leya às 12:01

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Consumido por A. Leya às 09:49

19
Fev 15

Se geralmente a culpa da neura é da TPM, hoje estou em crer que estará mais associado ao facto de fazer um ano que acabei a minha última relação.

Consumido por A. Leya às 12:16

17
Fev 15

Nos últimos meses só acho piada a homens com namorada.

 

Consumido por A. Leya às 10:15

09
Fev 15

4 meses sem sexo fazem com que todos os homens me pareçam apetitosos.

 

 

Consumido por A. Leya às 21:15

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